A tradição de presentear com ovos – de verdade mesmo – é muito, muito antiga. Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a ideia de fazer os ovos com chocolate.

A tradição se mantém, desde então. O que fazer quando se tem diabetes e a vontade de se deliciar com os presentes do coelhinho nesta época do ano? Poucos resistem a um chocolate. Muito menos nesta época de Páscoa, quando é impossível entrar em um supermercado e não se deparar com verdadeiros corredores decorados com os tradicionais ovos de chocolate dos mais diversos tipos.

Para o paciente com diabetes, o ideal é o consumo do chocolate diet. O chocolate diet, é assim chamado por não conter o açúcar em sua composição. Porém, esse tipo de chocolate continua apresentando um açúcar naturalmente encontrado no cacau (frutose) e normalmente apresenta uma quantidade elevada de gordura (adicionada pela indústria para melhora do sabor). Tanto para o consumo do chocolate diet como do chocolate normal, o paciente com diabetes deve fazer a contagem de carboidratos e aplicar insulina conforme orientação médica, para que os níveis de açucar no sangue permaneçam adequados.

Mesmo que haja a correção dos níveis de açucar no sangue com insulina, o consumo do chocolate diet não é liberado, precisamos pensar em seu valor calórico, mesmo os que não são portadores de diabetes. A quantidade consumida deve ser moderada, uma vez que o chocolate é rico em calorias, açúcares (incluindo a frutose, açúcar naturalmente encontrado no cacau) e gorduras que – em excesso – podem elevar o colesterol e o peso.

Existe uma grande variedade de tipos de chocolate à disposição, no mercado.

Citamos:
O chocolate amargo (51 – 75% de cacau) é o mais rico em antioxidantes porque tem mais massa de cacau e menos manteiga de cacau. Como o próprio nome diz, é amargo ao paladar, pois possui reduzido teor de açúcar.
O chocolate meio amargo (35 – 50% cacau) tem uma composição bem diversificada, conforme a marca do chocolate, o sabor amargo é suavizado pela presença do açúcar. No entanto, é uma opção muito boa para aqueles que não apreciam o sabor forte do amargo.
O chocolate ao leite (10-25% cacau), inclui cacau sólido, manteiga de cacau, mais de 12% de leite e açúcar. A massa de cacau é substituída em parte por leite em pó, resultando em um gosto mais adocicado.
O chocolate branco possui como componentes principais: leite, manteiga de cacau e açúcar. E, muitas vezes, a manteiga de cacau é quase totalmente substituída por gordura vegetal hidrogenada (a de pior qualidade biológica). Sendo assim, não traz benefícios relevantes para a saúde e deve ser consumido com bastante moderação.

A alfarroba, tem sido utilizada como substituto do cacau como alternativa para intolerantes à lactose ou celíacos. Apesar do seu sabor ser similar ao do chocolate amargo, trata-se de uma vagem que, após torrada e moída, resulta em uma farinha e pode ser utilizada em produtos que se assemelham ao cacau.
Lembre-se que é a quantidade total de carboidrato consumida que influencia no controle da glicemia e não somente a presença ou não do açúcar na composição do chocolate. Outro item importante é que a gordura também é um nutriente que pode levar ao aumento da glicose no sangue quando consumida em grande quantidade.
Nesta Páscoa peça ao Coelho chocolates com alto teor de cacau e não abuse!

Fonte: diabetes.org.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *